Archive for October 2012

Notas da Autora - Capítulo 3


Yeeei! ^^

Agora sim os Pinchers deram o ar de sua graça, mostrando o porquê são os vilões da história. *risada sinistra*

Para os que acompanhavam a fic antes (pelo Nyah!, por exemplo) verá uma pequenina diferença... ou não, mas peço que não estraguem a surpresa. Se você sabe o nome dos Pinchers, considere-se com um bônus, e se você não sabe, prepare-se para grandes acontecimentos quando estes forem revelados.

Mas por quê?

O bom de ter capítulos adiantados é que posso voltar e revisar todos eles antes de postar, e em uma dessas revisões, também pesando importantes acontecimentos futuros, percebi que seria legal manter os nomes destes importantes e cruéis Pinchers (você os achou cruéis? Eu acho) em segredo. "Mas e quem já leu?" Sim, fiquei pensando muito nessa questão, e pode até ser que revelem seus nomes, mas foi um risco que que tive que tomar, e, além do mais, acho que até quem sabe os nomes se surpreenderá com os grandes acontecimentos que mencionei acima.

Ellie e suas surpresas e otras cositas mas

E então, já surpresos com a Ellie? Aqui já vemos um pouco de sua personalidade, e que ela tem mais segredos guardados do que qualquer um pode imaginar. Suas intenções são um mistério, a única coisa que se sabe é que existe algum tipo de relação entre ela e os Pinchers. Quero que prestem bastante atenção em suas falas e, principalmente, descrições, pois em cada uma delas terá uma dica ou pista, que juntas, farão muito mais sentido mais para frente.

CELEBI, SEU LINDO, VEM PRA MIM! *-*
Existe Pokémon mais perfeitamente perfeito do que o Celebi? Acho que a única descrição que seja digno o sucifiente de seu ser foi uma coisa que o Shadow Zangoose me falou a pouco tempo: Celebi não tem o poder, Celebi É o poder. E amém.

"Tudo isso é referente ao Celebi da fanfic?" Talvez, mas também porque ele é um dos meus Lendários favoritos, estando no Top 3, mas já digo que ele ainda fará outras aparições, e sei que será diferente de tudo o que viram, ou pelo menos espero.

Feliz aniversário atrasado Canas!

Art original by: 0filia

Não, não é o que vocês estão pensando, eu não esqueci. Planejei o dia inteiro uma postagem super bacana e tals, mas tive uns zilhões de imprevistos (que serão explicados mais para baixo), e quando percebi, já era 01:00hs da manhã de sábado, e não tive mais coragem de fazer a postagem 2 dias depois do aniversário.

Deixando esse blablabla de lado, quero desejar um ótimo pós aniversário (o que vale é a intenção, né?), muitas felicidades, que você continue a ser esse companheiro, que ajuda em qualquer hora (eu que o diga!), que escreve de uma forma maravilhosamente bem, que também ajuda na bagunça das reuniões... #prontofalei u.u Brincadeira, brincadeira, todo mundo tem sua parcela de culpa (ok, parei). Que Deus continue a te abençoar grandemente (sou crente sim o/) e que ainda possamos te ver na Aliança por um loooooongo tempo, como escritor, companheiro, amigo e membro dessa família que agora faço parte.

AEEEEEEE FELIZ ANIVERSÁRIO CANAAAAAAAAAAS!!! XD
(era bem isso que iria colocar na postagem super bacana que iria fazer)

De presente, essa imagem muito cute do Pokémon que talvez mais me surpreendeu quando descobri qual eram seus tipos (sim, eu levei um mega susto quando soube que o Jirachi era Steel, isso nunca passou na minha mente).

Vida de estudante...

Ah, como é bela a vida dos estudantes, ainda mais do Ensino Médio... da forma mais irônica possível, claro.

A explicação do atrasos de algumas coisas aqui no blog (contando o fato acima) se chama TCC. Sim, o temível, assustador e devorador de almas estudantis Trabalho de Conclusão de Curso. Se você já fez um, dá cá um abraço amigo, pois sabe muito bem o que estou passando. Se você ainda não fez um, o conselho que deixo é: preparem seus espíritos.

Deixando todo esse dramatismo de lado (um dom meu ^^'), TCC é um mega trabalho que tem de ser feito no fim de um cursos, faculdades e, no meu caso, do Ensino Médio. Estou na etapa final dele, e não sei o que é ter vida social a uma semana, de tanto que leio e releio e escrevo e surto um pouquinho e etc... Depois que entregá-lo vou adiantar tudo o que não postei até o momento, como os Trainer Cards e a matéria sobre o Anime Fantasy, então peço um pouco de paciência.

Vi que os comentários diminuiram também (acabei de postar o 3º Capítulo e quero falar de médias... ¬¬') e acho que é por causa dessa época corrida. Fim de ano, provas, trabalhos, TCC's, vestibulares e etc e tal, só para nos desesperar.

Enquete problemática

Ela estava funcionando direitinho, com um bom número de votos, quase empatada até a última vez que chequei, mas então, num belo dia, olhei e vi que ela estava zerada. Depois tiveram mais alguns votos. Voltei em outro dia e a mesma coisa, zerada de novo. Não faço a mínima ideia do que aconteceu.

Vou refazer a enquete, pois não vi até onde foram as votações. Quem quiser votar de novo, a vontade, se não votou ainda, essa é sua chance, pois a partir dela vou ver o que farei referente a uns projetos meus.

OBS: tenho que encontrar um cumprimento para encerrar essas notas... '-'

Capítulo 3

Pinchers a Vista!



O sol brilhava forte no céu e Richard acorda com os raios quentes batendo em seu rosto. Levanta dolorido; aquela não tinha sido sua melhor noite.

- Caramba, se devo me arrepender do que fiz, a hora é agora. – disse, levantando-se e indo ao banheiro.

Quando saiu, viu que Ellie ainda dormia pesado, porém delicadamente, estando do mesmo jeito que a vira no dia anterior. Sem perceber, ficou a observá-la: seu cabelo, agora solto, era longo e liso, seu rosto, delicado e sereno, mas suas feições pareciam lhe recordar alguém. Realmente ela era muito bonita, mas sentia-se incomodado com alguém, ainda mais uma garota, em sua casa, já que estava acostumado e preferia ficar sozinho, e não gostava muito de ficar perto de garotas.

“Só posso estar ficando louco... Alguns pagariam por isso, e o que eu mais quero é que ela vá embora!” pensava. Ao perceber sua pausa, voltou a caminhar, abrindo a janela e acordando-a.

- Que horas são? – perguntou sonolenta.

- Umas 9 horas. Dormiu bem? – perguntou com certo sarcasmo.

- Você nem faz ideia, não durmo em uma cama assim há muito tempo. – disse espreguiçando-se, acordando seu pequeno Pokémon.

- Por que, você não tem casa não? – perguntou debochando, mas vendo que ela ficou séria – O que foi?

- Não, nada, é que – hesitou – eu... não tenho casa há muito tempo.

- Eu posso perguntar por quê?

- Não! Quer dizer... eu não gosto de falar sobre isso. – terminou de forma rude, levantando-se bruscamente.

*****

Enquanto isso, não muito longe dali:

- ... Então é isso, cada um já sabe o que fazer, e sem falhas, o chefe não vai perdoar mais nenhuma, e muito menos eu. – ordenava um jovem a um pequeno grupo de pessoas uniformizadas. Esse rapaz, que era tratado com autoridade, era loiro com uma mecha vermelha e olhos de um vermelho mais escuro, usava bermuda e botas pretas, um colete vermelho, além de um estranho dispositivo em seu braço direito e estava em cima de um tipo de flutuador, que estava um pouco acima do chão.


- Não sei por que você gosta de dar a pinta de mandão, se mostrando superior aos outros. – dizia uma bela jovem ao lado do rapaz.

Essa jovem, que o observava entediada debruçada sobre o apoio de seu flutuador, também era loira, com olhos e uma franja azul, tinha um top, short e luvas brancas, botas brancas com detalhes azuis e também usava um colete, só que azul e menor, aberto na frente, e também portava o mesmo dispositivo.


- Cale a boca! Você sabe que temos de honrar nossos postos e...

- Ah, claro! Espere só eu ir buscar minha pipoca para ouvir esse discurso de novo... – dizia irônica.

- Não vou dar mais bola para você, estamos no meio de uma missão muito importante, mais do que seu cérebro consegue processar.

- Hei! – gritou ofendida.

- Quietinha tá, não me atrapalhe. – disse virando-se ao grupo – Vamos soldados, hora de fazermos uma visitinha a alguém...

*****

Ellie vasculhava o pequeno armário do apartamento, e o pouco que encontrou eram coisas industrializadas e outras do tipo.

- Você só come isso aqui? – falou com certo desgosto.

- Sim, não gosto de cozinhar... Por que, algum problema?

- Também gosto dessas coisas, mas o tempo todo chega a ser... enjoativo. Uma mudança no cardápio não dói e é mais saudável. – falou enquanto Togetic lhe trazia uma berrie, sentando-se em cima de um balcão.

- Se vai me dar lição de moral, esqueça, ok? Não é só por que você está aqui na minha casa que vou fazer tudo o que disser. – falava enquanto tomava seu “café da manhã” e observava discretamente sua forma diferente de agir e falar.

Ela então ficou quieta por um tempo, observando a ele e ao lugar, e pouco depois, perguntou:

- E então, já se decidiu?

- Como?

- O que vai fazer da vida. Vai fugir, me ajudar ou enfrentar os Pinchers sozinho?

- Eles não me parecem ameaça.

- Ah, claro! Com soldados da divisão 5 você não pode esperar nada, até Togetic consegue cuidar deles com facilidade – disse apontando para o Pokémon em seu ombro, que não sabia se tinha sido elogiado ou ofendido – mas eu quero ver lutar contra os da elite, aqueles são barra pesada, eu sei muito bem... e serão eles que virão atrás de você.

- Você até que sabe muito, para uma garota... – ironizou, se arrependendo quando viu sua reação e mudança de humor repentina.

- Nunca, você me ouviu, nunca me subestime ou duvide de mim só porque eu sou uma garota! – disse extremamente séria, puxando a gola da camiseta do garoto.

- Nossa, tá bom! Não está mais aqui quem falou. – respondeu recuando – Mas o que tanto você quer com eles?

- Quero impedi-los do que quer que seja que estejam planejando, a qualquer custo. Eles já me prejudicaram muito, e é a minha vez de jogar.

- Para que tanta raiva? O que eles tanto fizeram para você?

- Não é da sua conta... – respondeu rudemente.

- Educação passou longe, né?

- Humpf, olha quem fala. – disse ela encarando-o, retribuindo ele o olhar. – E então, vai me ajudar?

- E eu tenho escolha?

- Claro que tem, mas eu não respondo pela sua consciência.

- O que eu ganho com isso? – perguntou ele curioso.

- Bom, é uma troca, você me ajuda, eu te ajudo, esse é o trato.

Richard parou para pensar. Ellie era estranha para ele, tornando-se muito suspeita, mas ele não tinha nada a perder, tinha muitas dúvidas e estava disposto a encontrar as respostas, principalmente entender o fato de o porquê de ter se tornado um alvo para os Pinchers.

- Fazer o que, vamos né.

- Isso! Você não vai se arrepender! Vamos arrumar suas coisas e ir à caçada Rick... posso te chamar assim?

- P-pode...

Então começaram a arrumarem suas bagagens rapidamente. Richard não sabia o que lhe esperava, então não sabia bem o que pegar, sendo várias vezes advertido por Ellie.

- Acho que vou continuar deixando o Quilava de guarda.

- Não, leve todos os seus Pokémon, não sabemos se vai precisar deles. – advertiu ela novamente.

- Todos?

- Todos!

- Mas não preciso, os mais fortes estão comigo.

- E você não sabe o que vai acontecer, e além do mais...

Richard esperou ela terminar, mas ouviu um barulho como que algo tivesse caído no chão, e realmente tinha. Ellie estava de joelhos, pressionando com força a cabeça, parecia sentir muita dor:

- Ei, Ellie! O que houve? – disse indo até ela, mas não tinha resposta – Droga, e agora, o que eu faço?

Dito isso, ela abriu os olhos somente, olhando fixamente para o nada, e ele viu que seus olhos, que antes eram brancos, agora cintilavam em lindos tons verdes, como uma esmeralda ao sol, hipnotizando o garoto.

- Eles estão chegando... – sussurrou ainda estática, de joelhos, e seus olhos voltavam a ficar brancos.

- Como?

- Eles... eles estão por aqui, vamos! – gritou levantando-se rapidamente como se nada tivesse acontecido.

- Ei, espera aí! Será que dá para me explicar o que houve com você?

- Depois, mas temos que sair daqui agora, antes que eles cheguem.

- Eles quem?

De repente, alguém bate com muita força na porta:

- Droga, são eles! Vamos agora!!! – disse puxando-o.

Ellie recolheu seu Togetic, que estava muito assustado, falando para Richard fazer o mesmo e puxando-o até o quarto, e com uma habilidade impressionante, ela logo já estava no chão, correndo em direção a floresta. Richard ficara boquiaberto com tal feito, acelerando o passo quando ouviu vozes e barulhos em seu apartamento. No meio do caminho, passaram por uma placa que dizia onde tinham adentrado: “Teakwood Forest”, que era uma enorme e densa floresta onde haviam ruínas secretas de uma antiga civilização e, bem no centro da mata, havia um estranho monumento com a lenda de ser um portal ativado pelo lendário Pokémon guardião que o controla.

Os dois se esconderam entre as árvores, em silêncio, e viram que estavam sendo seguidos. Duas pessoas estavam procurando por alguém, vestidos exatamente iguais: uniformes pretos, com um boné e colete com tons verdes e um dispositivo no braço direito; mais pareciam soldados, cada um em cima de um flutuador que ia de um lado a outro, deixando Ellie muito nervosa, e Richard ainda meio confuso, mas aqueles flutuadores pareciam lhe ser familiares.


- Mas o que é isso? – sussurrou ele.

- São Pinchers. – respondeu.

- Pinchers?!

- Foram eles que invadiram o apartamento agora a pouco, já estão atrás de você.

- Está certíssima. – respondeu alguém atrás deles.

Os dois viraram-se assustados e viram dezenas de pessoas uniformizadas, cada um em seu flutuador, mas dois deles, um vermelho e outro azul, se destacavam.

- Você... – disse Ellie fuzilando com os olhos o rapaz de vermelho em sua frente.

- Olhe só, o garoto até que é bonitinho. – disse a jovem de azul.

- Por favor, concentre-se...

- Quem são vocês? – gritou o garoto

- Por que não pergunta a sua amiguinha, não é mesmo, senhorita Ellie? – disse o rapaz, fazendo a garota recuar o olhar ao ver que Richard a olhava curioso – Olha garoto, se não quer ser um de nós, isso não é problema meu, mas você tem algo que nos pertence. Devolva o livro agora.

- E se eu não quiser? – desafiou

- Não faça isso... – sussurrou Ellie

- Bom, se quer pelo modo mais difícil... – disse e, num estalar de dedos, três dos capangas estavam em volta de Ellie e um Pokémon estava na frente dos dois: ele era grande, vermelho com rajadas amarelas. Duas antenas amarelas saiam de sua cabeça e na ponta de sua cauda queimava uma forte tocha – para mim não há nenhum problema, adoro quando escolhem o modo difícil.


- Magmaaaaaaar – disse o Pokémon encarando Richard.

- Ei, espera um pouco! – disse empurrando um dos capangas – Ela não tem nada a ver, o livro está comigo!

- Hahahah... Ela está mais envolvida nisso do que você consegue imaginar!

- Por que não diz logo quem é você?

- Não nos é permitido compartilhar tal informação. – disse a jovem.

- Exatamente, mas em breve saberá, assim como todos dessas ilhas, e vocês tremerão ao ouviu os nomes dos líderes dos Pokémon Pinchers!

- E o que é que esses Pokémon Pinchers fazem de tão especial? – perguntava bravo.

- Hahahahahah, você nunca ouviu falar de nós, não é mesmo? Ao invés do que dizem por aí a seu respeito, você deve ser um filhinho de mamãe fracote... – zombou.

- Retire o que disse!

- Senão?

- Senão sofrerá as consequências, vá Charmeleon! – gritou Richard lançando seu Pokémon lagarto, que encarava os adversários com superioridade.

Art by: riolu-mewfan

- Olhe só, ele tem algum Pokémon. – continuou o jovem a zombar.

- Grrr... Use Flamethrower!

Charmeleon desferiu uma grande labareda de fogo que acertou Magmar em cheio, mas que sequer o machucou.

- Magmar, Focus Punch. – disse tranquilamente.

- Desvie e use Slash! – e o Pokémon desviou com facilidade do golpe, acertando novamente seu oponente – agora Dragon Rage.

O Pokémon, após jogar Magmar no chão, pulou e desferiu o golpe de cima, o que lhe causou grande dano. O rapaz então observou Charmeleon com mais atenção, mostrando um estranho sorriso em seguida.

- Até que esse Charmeleon é bom, vou pegá-lo para mim e evoluí-lo para um poderosíssimo Charizard! – terminou apontando o aparelho de seu braço para o Pokémon.

- Mas o quê? – antes de conseguir dizer algo mais, um tipo de onda roxa começou a sair do aparelho e acertar Charmeleon, que não pareciam machucar-se, mas relutava fortemente.

- Por favor, não faça isso! – implorava Ellie, sendo segurada pelos soldados.

- Charmeleon!!! – gritou indo em direção ao seu Pokémon, porém foi jogado com força contra um enorme monumento existente na floresta.

Ele olhou assustado para o Pokémon. O chamou, mas não foi respondido, tentou retorná-lo, também em vão. Os olhos de Charmeleon estavam vermelhos, em fúria, bufava muito, era como se nunca tivesse o visto. Ellie então conseguiu se soltar e correu em direção a Richard, parando em sua frente e abrindo os braços:

- Ele não tem nada a ver com isso! – gritou.

- Mas já se envolveu demais! Ninguém entra no meu caminho assim e se safa tão fácil.

- Me leve então, não é isso que vocês querem? Mas o deixe em paz!

- Desculpe-me senhorita, tenho ordens referentes a você, não a ele. Ou ele vem conosco ou morre aqui. Charmeleon, Flamethrower!

Desta vez a rajada de fogo era muito maior e mais forte, consumindo tudo em seu caminho. Richard pensou em levantar, mas não daria tempo de escapar, e Ellie ainda continuava em pé, na linha de fogo. “Ela é louca ou o quê?!” pensou, mas antes de ser incinerada viva, um enorme campo de força cobriu os dois, deixando-os ilesos.

- Mas como?! – indagava o rapaz confuso.

- Olhe! – gritou a moça apontando para o monumento, que cintilava.

O enorme e antigo monumento de pedra começou a brilhar intensamente e de lá saiu um globo de luz, que flutuou pelo local. Ao diminuir o brilho, uma delicada criatura se revelou: ela era graciosa, seu corpo tinha vários tons de verde, sua cabeça alongava-se na parte posterior e duas pequenas antenas saíam dela. Seu corpo era pequeno, com patas dianteiras mais longas que as traseiras e em suas costas havia um par de delicadas asas, mas fortes o suficientes para mantê-lo no ar. Seus olhos eram grandes, azuis, transmitiam uma paz e ternura indescritíveis.


- Ceee-biiiiiiii! – grunhia o Pokémon espreguiçando-se.

- Isso não é possível... – dizia ele boquiaberto.

O pequeno Pokémon aproximou-se de Ellie com certa curiosidade, rodopiando feliz logo em seguida, vendo sua admiração, e com isso o campo de força sumiu.

- Não podemos deixar essa oportunidade escapar! – sussurrou sua parceira.

- É verdade! Magmar, use Fire Punch; Charmeleon, Metal Claw, não deixem aquele Celebi fugir! – ordenou rápido.

Os Pokémon se aproximaram rapidamente, porém Ellie puxou Celebi, na tentativa de protegê-lo, e o mesmo desferiu ondas psíquicas que jogaram seus inimigos longe.

- Ellie, saia daí agora! – gritava Richard.

- Mas... – sussurrou, olhando para Celebi, que olhava assustado para os humanos que lhe atacaram – Celebi, fuja... fuja agora!

- Bi?

- Eles irão pegá-lo, e vão fazer coisas horríveis com você, eu sei! Assim como fizeram com a floresta, assim como fizeram com muitos outros...

Ainda confuso, o Guardião olhou à sua volta e viu a floresta arder em chamas. Não expressava mais nada, nem raiva ou medo, apenas fechando os olhos, e quando os abriu, uma onda de baixa luz expandiu-se de seu corpo, atingindo toda a área afetada. Enquanto os Pinchers foram jogados longe com isso, os danos causados a floresta foram regredindo até quase desaparecerem. O garoto olhou para Ellie e viu que ela encarava os que lhe atacaram com raiva, até ter a atenção chamada por Celebi. Ele a olhou fixamente por algum tempo e o garoto teve de forçar a vista, pois pensava estar vendo coisas: os olhos dela estavam brilhando da mesma forma estranha como em sua casa, e os de Celebi também pareciam cintilar. Viu que ela vacilou e correu para pegá-la, já desacordada.“Quem é você?” pensou. O Pokémon grunhiu ao seu redor, olhando-a atentamente e voltando a brilhar, retornando para o monumento, no qual sua luz parecia fazer desenhos no ar.

Olhou ao redor e viu, ainda pasmo, que todo o dano causado pelo fogo já tinha desaparecido, e os Pinchers pareciam dar sinais de que estavam acordando. Quando tirou uma pokéball do bolso, lembrou-se de seu Charmeleon, que estava nocauteado. Tentou retorná-lo novamente, e com um peso na consciência que não sentia a muitos anos, viu que falhou novamente.

- Flygon, nos tire daqui já! – disse subindo nas costas do enorme Pokémon com Ellie nos braços, que em segundos levantou vôo e desapareceu nos ares.

- Droga, eles fugiram... – resmungou.

- Ele não vai gostar nada-nada disso. – respondeu a jovem, recebendo um empurrão do companheiro.

*****

Bem longe de onde estavam Flygon pousou em uma praia aparentemente deserta. Começara a chover no meio da viagem e os ventos ficaram fortes, algo normal de um temporal litorâneo, ainda mais em uma ilha. Richard correu até uma cabana de madeira muito simples e bateu ferozmente na porta: “Por favor...” dizia em pensamentos.

- Quem está aí? – perguntou uma voz rouca e cansada.

- Me deixe entrar, por favor! – e viu uma fresta se abrir – Ela... ela precisa de ajuda...

- Entre, rápido! – disse a pessoa, abrindo a porta por onde Richard passou, recolhendo o Pokémon.





Notas da Autora
Capítulo 2 | Capítulo 4

Notas da Autora - Capítulo 2


AEEEE, ELLIE APARECEU, VIVAAAA! VI... Ops, já começou? O_O' *recompondo-se* 
Yeeei! ^^

E é com enorme prazer que trago o capítulo adiantado para vocês! Mas este adiantamento tem um motivo, e ele se chama Anime Fantasy!

Para quem mora em São Paulo, acontecerá neste fim de semana o Anime Fantasy, um dos vários eventos voltados em cultura japonesa, games e muito mais. E, curiosamente, o tema deste ano é Pokémon, então terá uma gama de atividades voltado para nossos amados monstrinhos, além de vários sorteios também. Irei participar amanhã, ficando o dia inteiro fora, e como vocês não poderiam ser prejudicados com isso, resolvi adiantar este capítulo, o qual gosto muito.

Nova Protagonista

Sim, já digo de ante mão, Ellie é uma das protagonistas, até porque já ficou meio óbvio isso, devido aos... acontecimentos (adoro o episódio da toalha XD). Se vocês se surpreenderam (e ainda vão) com o Richard, não perdem por esperar dela. Além de ter uma história incrível, é minha personagem preferida, minha protegida (tirem esses olhos de cima dela, ok? u_u). Digo isso porque a criei com todo amor e carinho e detalhes, tudo o que penso (e que gostaria que fosse) sobre o Mundo Pokémon apliquei nela, então, ao lado da Ellie, vocês saberão o que acho de uma dezena de coisas. Sim, ela é um segundo eu por inteira, ou quase...

Voltando ao início

- Vilões

Lembram-se do casal misterioso? Quem chutou Pinchers, acertou em cheio. Eles são os vilões da história, mas não pensem que eles serão parecidos com os do jogo,"aqueles que sempre são derrotados", se preparem para algo maior, melhor e muito, muito mais malvado.

- Ranger

Para aqueles que queriam Rangers, aqui está um deles, mesmo com sua pequena aparição no momento. Ele é somente um dos que ganharão um grande destaque, mas digo que a casa do Rand ainda guarda muitas surpresas e confusões além de um "velho livro".

- Livro

Podem esperar sentados, poucas coisas sobre eles serão ditas agora (e no decorrer dos próximos capítulos). Alguns podem até deduzir com as "dicas" que serão ditas, mas seu real propósito só será revelado beeeem mais para frente.

- Mistérios misteriosamente misteriosos

A própria Ellie em si já é um baita mistério. Sua vida, seu passado, suas intenções, é tudo muito intrigante, e ela já começará a surpreender muitos a partir do próximo capítulo, vocês não perdem por esperar. O objetivo dos dois Pinchers também, mas, para que se focar em encarregados da divisão 5 se podemos nos preocupar com coisas maiores? (há!) Sem falar das sombras, silhuetas e tudo mais... Sim, podem falar, sou uma pessoa muito má por fazer tanto suspense (se é que estou consegundo fazê-lo).

Agora, tudo que podemos fazer é esperar para ver no que todos esses fatos vão dar.

Enquete


Bom, acho que consegui agradar a maioria... ^.^ Colocarei uma nova enquete, mas quem tiver uma sugestão, pode me falar, estou aberta a ideias.



PS: Para quem vai no Anime Fantasy amanhã, se quiser me encontrar, é só procurar por orelhas de Flareon (ou um Flareon inteiro mesmo ^^), e para os interessados, depois trarei um relatório de tudo que aconteceu no evento.

Capítulo 2

Encontros e Desencontros



- Se querem perguntar sobre a batalha, não tenho nada a dizer, vamos Flay. – disse virando-se.

- Não, não vamos perguntar da sua batalha, mas devo dizer que você foi esplêndido. – elogiou a mulher – Gostaríamos de fazer outro tipo de pergunta.

- Só não me façam perder meu tempo. – retrucou.

- Pode acreditar, não vai.

- ... Estou ouvindo.

- Você nunca quis ser mais forte, por sua força em prática e ter pessoas aos seus pés? – dizia com uma voz chamativa.

- E por que eu iria querer isso?

- Ah, talvez para mostrar a todos sua superioridade – dizia agora o homem – ou, vingar seus pais?

Ao ouvir aquilo, Richard congelou. Não ouvia alguém lhe falar de seus pais diretamente há muito tempo, ainda mais dessa forma.

- Como assim “vingar”?

- Vai me dizer que tudo foi um acidente? – continuava a mulher – Não me faça rir!

Na mente dele, memórias daquela trágica noite vinham à tona, todos achavam que tinha sido um acidente, pois ele nunca falou a ninguém o que realmente viu, afinal, por que acreditariam no que uma simples criança assustada disse ter visto? Flay olhava desconfiado para o casal, mas o garoto ficava cada vez mais curioso e interessado na conversa.

- Conseguiram chamar minha atenção... então, o que querem de mim?

- Queremos lhe fazer uma proposta – dizia o homem – a de entrar para nossa equipe.

- Estávamos te observando há um tempo – falava a mulher – e você é exatamente quem nós procurávamos.

- E em que tipo de equipe vocês fazem parte?

- Somos de uma elite, só os melhores podem entrar. Nós somos da divisão 5, onde fazemos pequenas missões e procuramos novos membros. – explicava o homem.

- Mas você, meu jovem – complementava a mulher – já entraria na divisão 3, ou 2!

- Porém, se você entrar, não poderá mais sair. – avisou o homem.

A conversa soava estranha ao garoto, mas não conseguia tirar sua atenção dela. Ele poderia achar errado ou perigoso, mas a sensação de poder e, principalmente vingança, lhe eram atrativas.

- E o que eu tenho de fazer se quiser entrar? – insinuava.

O casal se entreolha e sorri:

- É só fazer um favorzinho para nós...

- Qual?

- Venha conosco. – chamou o homem.

Os três foram andando floresta adentro, subindo um morro, quando se depararam com uma casa no meio da mata. Ela era simples, porém grande; por fora parecia um laboratório, mas havia uma placa na frente da casa: Rand’s House – Pokémon Ranger. “Pokémon Ranger? Já vi que isso não vai dar em coisa boa...” pensou “Mas agora não tenho como voltar atrás”.

O casal começou a explicar quem era Rand e que ele e sua família moravam ali, fazendo estudos sobre o passado de Oblivia. Ele ouvia cada palavra atentamente, mas teve sua atenção dispersa quando viu um vulto entre árvores próximas, grande demais para ser um Pokémon da região.

- O que houve, garoto? – perguntou a mulher.

- Na-nada, foi só um vulto, provavelmente de um Pokémon selvagem. – mentia, pois não queria que percebessem aquela presença – Por favor, repitam a última parte.

- Nos queremos que você entre naquela casa e pegue um livro muito importante, grande e velho, que está na biblioteca.

- Para que um livro velho?

- Por enquanto não é do seu interesse. – disse o homem arrogantemente, despertando a ira do garoto – E então, vai ou não vai?

- Primeiro me falem seus nomes.

- Er, nossos nomes? – disse entreolhando-se – Acho que não tem problema. Eu sou Lucas, codinome 5-41, e ela é Amanda, codinome 5-42.

- Mas por que eu tenho que roubar para vocês?

- Você não vai roubar, só pegar de volta. E, além do mais, você é mais jovem do que nós, vai ser moleza. – disse Lucas.

- Vamos nos esconder por perto – falou Amanda – só esperando por você.

Richard não gostava muito da ideia, mas não iria desistir agora, pois nunca desistia de um desafio, por mais banal ou perigoso que fosse. Ele analisou a casa por fora e viu uma janela aberta no 2º andar, perto de uma árvore. Recolheu Flay para sua pokéball, subindo sem dificuldades e entrando em um pequeno escritório, parecido com o que seu pai tinha, o fazendo lembrar-se de seu passado, mas afastou os pensamentos olhando pela porta e observando o local onde estava: mesmo parecendo um laboratório por fora, seu interior era como de qualquer outra casa, vendo varias portas para outros cômodos. Viu uma grande porta, e pensando ser a da biblioteca, ameaçou de abri-la, quando ouviu vozes e viu a sombra de pés pela fresta debaixo dela. A voz era de uma menina, que parecia falar ao telefone, que começou a girar a maçaneta do outro lado, fazendo-o se esconder rapidamente. Viu a sombra de um vulto passar e, depois de examinar o corredor com cuidado, entrou no outro cômodo.

Ao entrar na biblioteca, surpreendeu-se com o que viu: ela era bem maior do que aparentava, com centenas de livros, revistas, pergaminhos e artefatos antigos. Começou a procurar por um livro de aparência mais velha possível, até que achou um que se encaixava nas descrições: era grande, antigo, de capa verde escuro com escritas douradas dizendo “Lendas de Oblivia: a verdade por trás do mito”. “Que nome estranho para um livro.” pensou, mas foi surpreendido quando novamente ouviu passos, se escondendo rapidamente embaixo de uma mesa que havia no fundo da sala. De lá pôde ver uma garota, talvez a mesma de antes, que aparentava ser mais nova que ele, vendo que tinha cabelos azuis curtos e vestia um jaleco branco, parecendo uma cientista em miniatura, “Caramba, essa garota não sai daqui, como alguém pode gostar tanto de uma biblioteca?” pensava sem paciência, mas também temeroso de ser encontrado. Ela moveu-se rapidamente pelo lugar, pegando alguns livros e papéis e desceu rápido, para o alívio do garoto.

Ele saiu do esconderijo e foi até o livro, verificando se não havia nenhum sistema de segurança, já que ele estava em um armário de vidro, com outros livros que pareciam ser antigos e importantes. Quando o puxou, alguns outros livros caíram, fazendo barulho e vendo a garota surgir na porta novamente, tremendo de medo.

- Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai!!! – berrava ela.

Daí começou a correria! A garota desceu correndo e chorando enquanto Richard quase voou pela janela enquanto o casal se aproximava.

- O que houve? – perguntavam.

- Uma garota... me viu! – dizia esbaforido.

- Isso não é bom... Vamos antes que ele chegue. – se apressava Lucas.

- Ele quem?

Antes de conseguir responder, uma sombra passou por cima deles e um enorme Pokémon pássaro já podia ser visto, fazendo cada um deles se esconder dentre as árvores. A casa estava num alvoroço enorme e Richard não tinha conseguido ir muito longe, ficando demasiadamente exposto. Estava se preparando para sair correndo quando ouviu um bater de asas, ficando imóvel. Esgueirou-se e conseguiu ver que era Pokémon grande, com o corpo todo coberto por um metal reluzente, suas asas, bicos e garras eram afiadíssimos e ele vasculhava tudo ao lado de um homem grande, forte, moreno de cabelos escuros, com um uniforme: camiseta e bermuda pretas, colete vermelho, todos com detalhes brancos e amarelos. Tinha um aparelho conhecido pelo garoto em seu braço e uma identificação no colete: Rand, “Droga, então ele é o Rand...”.



Skarmory observava tudo com atenção, caçando o provável invasor, até que pareceu farejar alguém, aproximando-se com mais ferocidade a procura do garoto. Quando ele estava quase o achando, um vulto o puxou, tampando sua boca.

- Vem, corre! – disse o vulto.

Correram para a parte mais densa da floresta, mas ainda próxima, enquanto ele via o Pokémon cortar os arbustos de onde ele estava com suas asas, sentindo um grande alívio, mas intrigado por não saber quem o salvara. Por causa das árvores, a luminosidade era baixa, não sendo possível distinguir as coisas, e galhos e folhas batiam em seu rosto a todo o instante, mas essa pessoa parecia ter a mesma altura que ele, e movia-se com uma velocidade e agilidade incrível. Ele foi jogado para trás de uma árvore, ficando ele e o vulto escondidos.

- Mas o que é que... – não conseguiu terminar pois teve sua boca tampada novamente.

- Cale a boca! – sussurrava o vulto.

“Mas que ousadia!” pensava, mas então raios de sol passaram pela copa das árvores, chegando até o chão, e ele arregalou os olhos ao ver quem era: uma garota, e muito bela por sinal. Tinha um belo corpo, delineado por suas roupas: uma legging preta, camisa com detalhes na gola, um fino casaco verde com preto e botas; carregava uma bolsa transversalmente ao seu corpo e tinha um colar muito estranho, com um curioso pingente. Seus cabelos cor de mel eram compridos e lisos, presos por uma fita amarela, tendo mechas mais curtas que cobriam seus olhos, que eram de cores nunca vistas pelo garoto: quase brancos, como a lua cheia, bela e delicada no céu negro. Richard a observava com muita atenção, imóvel, sentia que já tinha visto aquela garota, “Esses olhos... Eu acho que te conheço de algum lugar, mas onde?”.


Art original by: SirAzria

- Vamos, mas em silêncio! – sussurrava ela.

- Não vou a lugar nenhum! – falou num tom alto.

Em seguida passos foram ouvidos, deixando a garota assustada.

- Não diga a ninguém que me viu. – falou ela e correu para o meio da mata, sumindo de vista rapidamente.

- Ei Richard! – dizia Lucas aproximando-se – Você está ai? Pegou o livro?

- O livro... – lembrou-se de que ficara no meio do caminho, escondido em um arbusto; pensou em dizer onde estava, mas hesitou: se ele era tão necessário, queria descobrir o porquê, a qualquer custo – Er, não deu tempo, a garota me viu primeiro.

- Droga! O livro era mais importante! – bravejava acompanhado de um Buizel.

De repente, a garota que a poucos o ajudou foi jogado do meio dos arbustos para perto dos dois.

- Olha só o que eu achei. – ironizava Amanda, saindo de trás de arbustos, acompanhada de um Pokémon dinossauro pequeno, bípede, com o corpo cinza e azul e um capacete, também azul – Bom trabalho Cranidos.

- Porcaria... – bravejou ela.

- Você! – surpreendeu-se Lucas, olhando uma foto que tirara do bolso – Finalmente te achamos! Nada como pegar dois Buneary’s numa cajadada só!

- Como assim? – perguntava confuso.

- Nada, nada, é esse idiota que não sabe o que falar... – disfarçou a mulher.

- Ei, idiota não!

- Por que vocês não largam do meu pé? – dizia a garota com raiva.

- Porque nós recebemos ordens... e se eu fosse você ficaria bem quietinha. – ordenava Amanda.

A tensão pairava no ar enquanto as garotas se encaravam. Lucas só observava e Richard ia ficando cada vez mais irritado por não entender o que acontecia ao certo, procurando um jeito de escapar, porém todos ali se esqueceram de quem realmente estavam fugindo. Num rápido movimento, Skarmory cortou toda a vegetação ao redor, abrindo caminho para Rand.

- Parados ai! – disse o Ranger, apontando-lhes o pulso com o aparelho.

- Sujou... Vamos! – gritou Lucas, mas atrás deles havia um enorme Kingler, pronto para agarrá-los.

Com toda a confusão, Richard havia conseguido fugir, perdendo a garota de vista. “O que será que eles queriam com o livro, e quem era aquela garota?” pensava enquanto corria. Com o cansaço e o stress, decidiu ir para casa, para onde deveria ter ido desde o começo. Chegou e correu rápido para o 3º andar, onde morava, se trancando em seu apartamento. Tirou uma pokéball do bolso e soltou se único e fiel amigo Flay e foi tomar um banho. Quando saiu, enrolado em uma toalha, teve um enorme susto:

- Você precisa tomar mais cuidado, não se pode confiar em qualquer um... – disse com um sorriso amigável.

Ele quase teve um ataque do coração quando se virou: a garota que o ajudou na casa de Rand agora estava sentada no meio de sua cama, sorrindo, afagando um pequeno Pokémon esguio, corpo azul e bege,  com 5 pontos vermelhos em sua cabeça e costas. 


Art by: Fire-Girl872

Richard sempre tentava não esboçar nada, mantendo-se sério e indiferente, mas com o susto que levou, ficou pasmo e sem reação, disparando a fazer perguntas logo em seguida:

- Como subiu aqui? Como conseguiu entrar aqui? Como achou minha casa? Pera aí, quem é você?! Como...

- Calma, calma, uma de cada vez! – dizia a garota rindo – Em primeiro lugar, meu nome é Ellie; em segundo, ninguém mandou você deixar a janela aberta. Em terceiro, não foi fácil escalar até aqui, e não contava com esse fofinho aqui – disse apontando para o Quilava em seu colo – ele é muito bom, quase me derrubou da janela! Seus Pokémon são uma gracinha! – completou apertando o Pokémon, que dormia em seu colo com os carinhos que recebia – Além do mais, seu Flareon me deixou entrar.

- Flay! – retrucou Richard olhando para seu Pokémon, que retribuía o olhar como que dizendo: “Isso não é problema meu, não tenho nada a ver com isso”.

Então sua ficha caiu, lembrando-se que estava só de toalha na frente de uma garota, deixando-o extremamente corado e envergonhado. Quando o assunto era garotas, ele não tinha o menor jeito, nunca teve.

- Por que não vai se trocar? – disse rindo timidamente ao entender sua reação, virando-se de costas – Prometo não olhar.

- Ah, até parece! Vou me trocar o banheiro... e nem pense em sair daí! – bravejou pegando peças de roupa no armário e se trancando no banheiro.

Poucos minutos depois, sai bufando do banheiro, pensando no mico que acabara de pagar, e viu somente Quilava em sua cama, que ainda dormia pesado. Foi para a sala e viu a garota observando o pôr-do-sol pela janela, ao lado de Flay e de um gracioso Pokémon branco, com pequenas patas e asas, um pescoço alongado e triângulos coloridos pelo corpo.


Art by: KipinWolf

- Me desculpe se eu te assustei invadindo sua casa... – disse chamando ainda mais a atenção do garoto – É que eu não tinha onde me esconder.

- Não tem problema, eu acho... só não faça isso de novo.

Ela riu, mas voltou a ficar séria.

- Ellie não é?

- Isso. – e virou-se para ver o que ele queria, podendo notar seus curiosos, mas muito belos olhos brancos, ficando sem graça.

- É ... esse Togetic, é seu? – disfarçou.

- Ele é, o crio desde que ainda era um ovo, assim como você com seu Flareon. – disse acariciando os Pokémon, que aceitaram de bom grado.

- Mas como você...

- Sei de muitas coisas, só isso.

- Por isso aqueles caras estavam atrás de você? – perguntou sentando-se no único e pequeno sofá que havia no cômodo.

- Vamos dizer que lhes causei alguns prejuízos. E eles vão voltar...

- Como assim?

- Eles são Pokémon Pinchers, carinhas que, digamos, não têm boas intenções.

- Grande coisa... por que eles viriam atrás de mim?

- Talvez porque querem te usar para algum de seus planos, ou porque pode ser uma armadilha, e talvez até porque você não devolveu esse livro que eles pediram. – falou mostrando-o, deixando o garoto pasmo – Se você queria chamar a atenção deles, acaba de se tornar seu alvo principal. Temos que arrumar suas coisas e cair fora.

- Não vou com você para lugar nenhum. – retrucou num tom alto, levantando-se.

- Calma, não precisa ser tão arrogante! – falou brava – Um pouco de delicadeza de vez em quando não mata ninguém!

Richard ficou surpreso com a reação de Ellie; fazia muito tempo que ninguém falava com ele daquele jeito. Na verdade, quase ninguém lhe dirigia a palavra, pois tinham medo de sua reação.

- Olha, já está escurecendo, então que tal dormimos e amanhã eu decido o que faço? – propôs ainda atônico.

- E-eu posso dormir... aqui? – falou pausadamente; seus olhos pareciam brilhar com a proposta.

- Vamos fazer assim: você fica na minha cama e eu no sofá. – disse, vendo que ela ficara sem graça.

- Olha só, quem diria? O senhor cínico sendo gentil... – disfarçou ironizando, indo para o outro cômodo sendo seguida por seu Togetic, que ria dele.

Richard, meio confuso, olha para Flay e vê que ele parecia rir de sua situação:

- O que foi, o que queria que eu fizesse?

*****

Um homem entra correndo por uma enorme porta numa grande e escura sala, sendo possível ver somente a silhueta de três pessoas, uma delas estando sentada.

- Senhor, trago notícias da missão!

- Fale então! – respondeu o que estava sentado.

- Os agentes 5-41 e 5-42 conseguiram achar e contatar o alvo, mas foram presos por Rand.

- Pelo menos eles serviram para alguma coisa... – disse severamente.

- Só que ainda tem mais, senhor.

- Mais o quê?

- O livro acabou se perdendo e... – hesitava receoso – há rumores de que ela já o encontrou e o ajudou a fugir.

- O que você disse?! – gritou batendo na mesa, levantando-se – Aqueles vermes, não conseguiram nem faze isso direito! Vá e avise ao batalhão, mudança de planos!

- S-sim senhor... – e saiu correndo.

- Vocês dois – disse virando-se para trás, onde havia as outras duas silhuetas – agora o caso está em suas mãos, e não me decepcionem! Já tive dor de cabeça demais por um dia.

- Pode deixar... senhor! – disse um deles, e saíram da sala.

- Chega de enrolação, é hora de todos conhecerem nosso poder... – falou sozinho, no escuro.





Notas da Autora
Capítulo 1 | Capítulo 3

Notas da Autora - Capítulo 1


Yeeei! ^^ (acho que vou começar a usar isso como meu cumprimento inicial)

E, a partir de agora, a história realmente se inicia, em toda sua magnitude e detalhes. E um início bem diferente, não? Nada de iniciais, treinadores novatos ou Rangers voando nas costas de Staraptor's (sim, é assim que começa Pokémon Ranger Guardian Signs), mas sim uma batalha um tanto... inusitada.

Passaram-se cerca de 10 anos desde o ocorrido do Prólogo, e aqui pudemos ver com maior clareza como aquilo influenciou a vida do pequeno Richard (que não está mais tão pequeno assim). "Mas por que você não contou do período dele depois da morte dos pais?" Porque isso serão cenas dos próximos capítulos. Saberemos aos poucos o que realmente aconteceu com ele, nos momentos oportúnuos, e aqui já confirmo a dúvida de alguns: sim, Joseph e Samantha realmente morreram. *um minuto de silêncio ='/*

Pokémons de fora

Para quem jogou o jogo (acho este termo muito redundante, mas estranhamente está correto), sabe que não é possível encontrar um Dragonair ou um Growlithe em Oblivia, e isso tem sua devida explicação, mas advinhem? Não vou contar agora (sou muito má! u.u). Toda a equipe do Richard já está pronta, e ele tem quase todos os Pokémons, que vocês conhecerão num especial que postarei antes do capítulo 10 (opa, spoiler ON!). Cada um tem sua personalidade, e tenho um projeto incrível para eles. Não se preocupem, não é parecido com a Fire Tales do Canas Ominous (um trabalho maravilhoso, diga-se de passagem).

Trainer Cards

Não posso falar que postarei os Trainer Cards esta semana porque ainda não consegui fazer. Mas é só uma questão de tempo, então não demorará muito.

Onde estão os Rangers?

Eu disse que este início seria bem diferente do que normalmente se vê, principalmente no quesito Ranger. Mas sim, os Ranges aparecerão na fanfic, e muito em breve, só que não pensem que o protagonista é o Ranger. "E ele será?" Isso vocês mesmos terão de descobrir, e isso também explica o porque de eu não ter usado a imagem dos personagens do jogo.

Sei que alguns acharão estranho ou no mínimo detestarão a personalidade do Richard (e era exatamente isso que eu queria) mas já digo: ele consegue ser uma caixinha de surpresas, então aguardem, e tenho certeza que se surpreenderão!





OBS: Alguém viu uma sombra misteriosamente misteriosa? X3

Capítulo 1

Richard, o Cínico



Estava tudo escuro, ventava forte e sons de trovão eram ouvidos de longe. No meio de tudo isso, uma criança chora assustada, chamando por alguém:

- Papai... Mamãe... Cadê vocês?!

Gritava, mas sem sucesso. De repente, um estrondo foi ouvido e um clarão quente aproximou-se da criança, que fechou os olhos e se encolheu em reflexo.

- Não!!! – Richard acorda suando, assustado, olha ao redor e vê seu simples quarto, só com a cama, um guarda-roupas e um criado mudo. Vira para seu despertador, que apitava incessantemente – Droga... – diz levantando-se correndo e se dirigindo ao banheiro.

Agora com 16 anos, saiu há um ano do internato onde viveu boa parte de sua infância. Mora sozinho em um pequeno apartamento, onde só tem um quarto, uma sala/cozinha e um banheiro, mas para ele já é o suficiente para viver. Ele se arrumou rápido, colocando sua costumeira camiseta branca, calça, blusa e tênis pretos, nada que chamasse muita atenção. Pegou o cordão que ganhara de sua mãe e “ajeitou” o cabelo com as mãos, que mantinha uma característica desorganizada, com mechas quase cobrindo seus olhos azuis.

Art original by: SirAzria

Colocou algumas pokéballs em seu bolso e olhou para uma em especial, em cima de uma pequenina almofada em seu criado-mudo.

- Vamos garoto? – disse olhando para a pokéball, agora em sua mão, e saiu.

*****

- Olá e sejam bem-vindos a mais uma Competição de Batalha Pokémon da Renbow Island! – diz o apresentador, animando o público – Como sabem, pessoas de toda a ilha vem para assistir e participar desta competição mensal, onde os finalistas se enfrentarão o Torneio de Batalhas do Rainbow Festival! Aqui é realizado um torneio de batalhas 3X3, onde o vencedor levará uma medalha como prêmio. E quem ocupa o lugar de campeão do torneio à três anos consecutivos é ninguém mais, ninguém menos que o filho dos heróis de Oblivia: Richard Ferysen, cujo os pais foram vítimas de uma das piores tragédias de nossa história. – continuava – Então, sem mais delongas, que se inicie a competição!

Na área do torneio haviam vários mini-campos, onde inúmeras batalhas aconteciam ao mesmo tempo. Richard ganhava uma a uma com facilidade, não era a toa que o consideravam o melhor treinador da ilha. Porém, pessoas da arquibancada o observavam de forma diferente:

- Tem certeza de quem é ele mesmo? – perguntava uma mulher.

- De acordo com as descrições, é sim. – respondia um homem.

- Isso é bom... Vamos ver como ele se sai na final.

- Muito bem pessoal - dizia o apresentador, retomando a atenção dos dois – está na hora da batalha em que todos esperavam! – e a multidão se alvoroçava – E ela será entre o finalista Josh Wills e o atual campeão Richard Ferysen!

Josh era um menino simples, vestia uma bermuda jeans escura, uma camiseta listrada, sandálias e uma bandana na cabeça. Richard o observou e não ligou muito, já sabia que ganharia fácil. A expressão em seu rosto era de descaso e desprezo.

- Vou ganhar para provar o quanto sou bom e ganhar uma vaga para o torneio. – desafiou Josh.

- Vá em frente, tente. – ironizou Richard.

- Será uma batalha 3X3. Comecem! – anunciou o juiz.

Josh jogou sua pokéball e de lá saiu algo que parecia um crocodilo pequeno, só que sobre duas patas. Ele era azul, com partes amarelas e escamas vermelhas em sua calda, costa e cabeça.

- Croconaaaaaw – grunhiu.

- Humpf, já sabe o que fazer. – diz Richard atirando sua pokéball.

O Pokémon que saiu de lá era como uma enorme e bela serpente, seu corpo era azul, com o dorso branco, tinha pequenas asas e chifre em sua cabeça e orbes em seu pescoço e cauda.


Art by: XxEllen

- Ahá, sabia, um tipo dragão! Croconaw, use Ice Punch.

O Pokémon de Richard, uma Dragonair, era do tipo dragão, e um ataque tipo gelo seria superefetivo, mas bastou um olhar de seu treinador para saber o que fazer. Ela ficou imóvel, até que faltassem alguns segundos para ser atingida, desviando com uma velocidade incrível e desferindo uma poderosa esfera, que tinha vários tons verdes.

- Mas o que foi isso? – perguntava Josh perplexo.

- Simplesmente foi o ataque de minha Dragonair: Dragon Pulse.

- Croconaw, levante-se e use Crunch. – e num rápido movimento, ele acerta em cheio Dragonair – Isso! Agora use Ice Puch mais uma vez!

Croconaw, segurando-a com o Crunch, lhe acerta um superefetivo golpe, arremessando-a longe. Ela olha para seu treinador, esperando ordens, mas vê seu olhar de desprezo, obrigando-se a reagir.

- Hora de acabar com isso, use Tunderbolt. – disse com um sorriso no canto da boca.

- Não pode ser! – desesperou-se Josh.

Dragonair rapidamente se levanta e laça um fortíssimo trovão de se chifre, acertado Croconaw, que cai nocauteado.

- Mas como? – perguntava Josh ainda confuso.

- Não se esqueça de que tipos dragão tem facilidade em aprender ataques de vários tipos.

- Mas anda não acabou, vá Staraptor. – disse jogado a pokéball no ar e lançando um Pokémon ave cinza e preto, detalhes brancos, com um topete vermelho.

- Staaaar! – piava confiante.

- Amador... volte Dragonair, já fez seu trabalho. Vá Growlithe. – falou calmamente jogado um Pokémon pequeno como um cão, tinha pelagem laranja com rajadas pretas e tufos de pêlo amarelos.


Art by: AudGreen

- Hahaha, você vai enfrentar o meu Staraptor com esse pequenino aí? – ridicularizava Josh.

- Aprenda uma coisa: nunca subestime a mim, muito menos aos meus Pokémon.

- Grooooooow! – grunhia.

- Que seja. Staraptor, use o Aerial Ace!

O Pokémon ave ganhou força e velocidade, indo em direção a Growlithe, mas este esquivou e começou a mover-se velozmente pelo campo, mal era possível acompanhá-lo.

- Mas o que é agora?

- É o Agility.

- De novo? Mas como?! Você não disse nada...

- Porque eu não preciso, meus Pokémon já sabem o que devem fazer. – disse Richard num tom grosseiro – Fire Spin!

Da boca de Growlithe saiu um redemoinho de fogo que atingiu seu oponente.

- Staraptor, levante-se e use Wing Attack.

Mesmo com os efeitos do redemoinho ainda presentes, rapidamente o Pokémon obedeceu à ordem de seu treinador, dando um rasante em direção a Growlithe e lhe atacando várias vezes com suas asas, que recebeu o ataque imóvel.

- Use Fire Fang. – ordenou Richard.

Quando o adversário estava perto o suficiente, abocanhou com força sua asa, com os dentes flamejantes, mantendo-se presa a ela. Staraptor piava a se batia de dor, tentando soltá-lo, mas o pequeno se mantinha firme, e as queimaduras do outro ataque aumentaram, deixando-o cada vez mais fraco.

- Staraptor, use Close Combat e tente soltá-lo de qualquer jeito! – ordenou Josh apressadamente.

A ave começou a golpeá-lo com extrema fúria, jogando-o longe. Ambos estavam cansados, resistiriam só por mais um ataque. Growlithe olhou para seu treinador, exibindo um sorriso confiante logo em seguida. Staraptor avançou para mais uma sequência de golpes, quando foi surpreendido por outro redemoinho de fogo, vindo por baixo.

- Não pode ser!

- Não se esqueça que meu Growlithe está sob o efeito do Agility, então chegar embaixo do seu Pokémon não foi tarefa difícil...

Mas essa agilidade não o salvou de um golpe certeiro. Um Pokémon de cada lado cai fora de combate, fazendo a plateia ir ao delírio. Enquanto Josh olhava inconformado de um lado, Richard mantinha seu semblante indiferente, recolhendo seu pequeno guerreiro; todos sabiam que o garoto sabia muito sobre Pokémon, desde quando era pequeno, mas humildade lhe passava longe, o que fazia que algumas pessoas discordassem de sua conduta.

- Aquele Growlithe até que era forte, mas é hora de mostrar meu trunfo. Agora, Mightyena! – falou Josh lançando um Pokémon parecido com um lobo, seu pêlo era preto e cinza e tinha um semblante amedrontador.

- Vamos lá, hora de esquentar as coisas... – disse Richard mostrando seu Pokémon, que já era conhecido por muitos ali: ele era uma raposa de pelagem vermelha, tinha uma cauda robusta, gola e topete felpudos, todos amarelos.


Art by: All0412

- Ah, finalmente vou lutar contra seu famoso Flareon.

- Se queria tanto isso, então eu e Flay não vamos mais pegar leve. – desafiava Richard.

Josh e seu Mightyena estavam com olhares confiantes, como que não desistiriam tão fácil, mas era impossível não notar a semelhança nos olhares de Flay e Richard. O Pokémon tinha um olhar cínico, como se já soubesse da vitória, ridicularizado seu oponente com um sorriso malicioso.

- Mightyena, Dark Pulse!

- Double Team – disse sem pressa.

Flay fez dezenas de cópias de si mesmo, deixado seu oponente confuso, que atacava uma a uma.

- Use Shadow Ball, – ordenou Richard – e depois Flamethrower.

- Evasiva!

Mas não funcionou, o Flareon tinha uma velocidade invejável, dando um golpe crítico.

- Isso não vai ficar assim, SuckerPunch.

- Shadow Ball de novo.

- Desvie agora!

Dessa vez deu certo, pois Flay foi atingido em cheio, sedo jogado longe, mas mal tocou o chão, pois se virou rapidamente ao olhar para seu treinador, deixando todos boquiabertos.

- É tão importante assim para você ganhar? – pergunta Josh.

- Não ligo para a colocação ou para o prêmio, só participo disso para testar as habilidades de meus Pokémon.

- Então por que continua campeão? Não parece que vai desistir dessa vez.

- Eu continuo ganhando porque vocês são fracos, não encontro oponentes a minha altura... – respondeu, provocando a fúria de seu oponente – E eu nunca perco, nunca perdi e não vai ser dessa vez que eu vou perder! Flay acabe com isso.

Obedecendo a seu treinador, Flay começou a puxar toda a energia ao seu redor, carregando um tipo de raio.

- Ah não, deve ser um Hyper Beam! Mightyena, Take Down rápido!!! – falou apressadamente.

Mightyena ganhou velocidade e foi em direção a Flay, mas antes de atingi-lo foi golpeado por um poderosíssimo raio, sendo nocauteado instantaneamente. “E esse era seu Pokémon ‘trunfo’...” pensou Richard irônico.

- Mightyena está fora de combate, a vitória vai para Flareon e Richard Ferysen. – anunciou o juiz.

A plateia gritava e festejava, ele conseguira novamente. O casal misterioso agora o observava cautelosamente:

- Ele é bom, muito bom! – disse o homem impressionado.

- Ele é perfeito! Era exatamente o que procurávamos. Vamos atrás dele! – falou a mulher puxando-o.

- Não podemos ir ainda – disse o homem parando-a – temos que encontrar outra pessoa. Nós temos que achá-la!

- E vamos, só que ele já está aqui, e pode ser útil.

- Hum, é bom mesmo.

Na premiação, pessoas aplaudiam e garotas gritavam seu nome em coro. Mesmo não dando a mínima bola para isso, ele tinha muitas fãs.

- Foi uma boa batalha. – cumprimentou Josh.

Porém Richard não ouviu, pois algo lhe chamou a atenção: um vulto, um olhar extremamente família, que remetia a memórias por ele esquecidas. Acompanhou o vulto com os olhos, mas o perdeu de vista. Então, vendo que todos olhavam para ele, disfarçou e pegou seu prêmio e caminhou para a saída.

- Richard, gostaria de dar uma entrevista para o jornal local contando sua incrível invencibilidade no Torneio? – disse uma repórter, aproximando-se.

- Não.

- Mas isso pode ajudar a melhorar sua imagem na cidade, que cá entre nós, não está muito boa... Você é filho de pessoas famosas, tem um nome a zelar!

- Já disse que não! Não ligo para isso... – falou por fim, dando as costas.

E ele saiu, ao lado de Flay, deixando uns pasmos, outros nada surpresos, já estavam acostumados com sua arrogância. Porém saiu de lá pensativo; o que a repórter falou lhe incomodava de certa forma, mas não ligava para fama ou reputação, mas quando pensava de quem era filho, lembranças lhe atormentavam a mente,“Não, isso não importa mais...”.

O casal, passando por meio da multidão, começou a segui-lo disfarçadamente, mas mal eles sabiam que também estavam sendo seguidos, sem sequer perceber. O espião ia de um lado a outro, observando, parecia que já tinha prática nessa área. Seu olhar era curioso, mas temeroso; preocupado, mas sereno, e por mais que se ocultasse nas sombras, algo podia denunciá-lo: seus delicados olhos, de cores belas, porém incomuns.

Quando Richard estava perto de sua casa parou, virou-se para trás e perguntou:

- Quem são vocês? – disse, mas o casal agora se escondia – Sei que estão aí, apareçam!

Então os dois saíram e encararam o garoto, que retribuía o olhar.

- Quem são vocês e o que querem?

- Calma Richard, nós só queremos conversar...





Notas da Autora
Prólogo | Capítulo 2

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